Melhores álbuns de 2016

Essa lista tradicionalmente costuma ser publicada no final do ano, mas problemas técnicos acabaram me impedindo de postar na época. De qualquer forma, aqui está a nossa tradicional lista de melhores álbuns do ano. E 2016 foi mais um excelente ano para o rock, com bons lançamentos em vários estilos, o que acabou dificultando a escolha de apenas 10 álbuns (critério adotado para não fazer a lista ficar enorme).

Vamos à lista com os melhores álbuns de 2016.

NOFX – First Ditch Effort

O primeiro lugar ficou com os punk rockers californianos do NOFX. Após um hiato de quatro anos, os caras lançaram Firts Ditch Effort, seu 13º álbum de estúdio em outubro. Com pouco mais de 33 minutos de duração o álbum mostra a banda no topo de sua forma, com canções rápidas, melódicas e com letras inteligentíssimas e repletas de ironia e acidez. Faixas como “California Drought”, “Oxymoronic” e “Sid And Nacy” são uma boa representação do que é a banda. Mas também há espaço para temas mais sérios como em “Six Years On Dope”, “I Don’t Like Me Anymore” e “I’m A Tranvest-lite”, que servem quase como uma sessão de terapia para um Fat Mike recém-livre das drogas. Mas o melhor momento do álbum fica para “I’m So Sorry Tony”, no qual Fat Mike e companhia prestam uma bela homenagem à seu amigo, Tony Sly.


Megadeth – Dystopia

No fim de 2014 o Megadeth perdeu de uma só vez o guitarrista Chris Broederick e o baterista Shawn Drover. Dave Mustaine e Dave Ellefson agiram rápido e recrutaram o guitarrista brasileiro Kiko Loureiro e o baterista Chris Adler, do Lamb of God. Juntos o quarteto passou boa parte de 2015 gravando o álbum Dystopia, lançado em janeiro desse ano. Não precisa mais do que uma escutada para constatar que se trata do melhor trabalho do Megadeth em anos. Riffs excelentes, solos bem encaixados, letras inteligentes e um trabalho inspirado por parte de todos fizeram deste um dos melhores lançamentos do ano. A canção “The Threat Is Real” conta com um dos trabalhos de guitarra mais equilibrados da história da banda, com destaque absoluto para o excelente solo de Kiko Loureiro.

Abbath – Abbath

Abbath – Abbath

Dos escombros do acidente de trem que se tornou um dos maiores nomes do black metal em todos os tempos, surgiu o surpreendente terceiro colocado dessa lista. Após alguns anos brigando nos tribunais com seus ex-companheiros de banda pelo direito de usar o nome do Immortal, o baixista Abbath se emputeceu de vez e resolveu seguir em carreira solo. O resultado pode ser conferido no autointitulado álbum de estreia da banda que também leva o seu nome artístico. São 11 faixas de um black metal tradicional, cru e muito bem tocado. Outro ponto a se destacar é a excelente produção, algo incomum para o estilo. Destaque para a faixa “Winterbane“, o primeiro single do álbum.

Testament – Broterhood of The Snake

Outra banda que passou por períodos nebulosos nos últimos anos foi o Testament. Desde a saída traumática do baixista Greg Christian até trocas de indiretas e acusações entre os membros da banda através da imprensa sobre o atraso nos preparativos para o novo álbum, o grupo sofreu, mas enfim conseguiu lançar o ótimo Brotherhood of The Snake no último mês de outubro. Os problemas no processo de composição e gravação acabaram se refletindo no álbum, o primeiro trabalho conceitual da carreira do Testament. Com uma história que não se desenvolve de maneira empolgante, é fácil se perder e deixar isso de lado. Felizmente a parte musical continua excelente e a banda conseguiu lançar mais um disco acima da média. Destaques para “Brotherhood of the Snake” e “The Pale King“.

Joe Bonamassa – Blues of Desperation

Mais um excelente trabalho do renomado guitarrista. Em Blues of Desperation, Bonamassa, mais uma vez acompanhado por uma banda excelente, o experiente guitarrista lançou mais um grande álbum. Entre os destaques do álbum, está a excelente “Drive“, um dos singles do trabalho.

Metallica – Hardwired… To Self Destruct

Foram oito longos de espera para os fãs do Metallica desde o lançamento de Death Magnetic. Mas, felizmente, o grupo retornou do hiato demonstrando ainda ter bastante lenha para queimar com petardos como “Atlas, Rise!” e “Spit Out The Bone“. No geral, um álbum bastante sólido e digno das tradições da banda.

Kansas – The Prelude Implicit

Há 16 anos sem lançar um novo álbum de estúdio, o Kansas retornou em grande estilo. Após a aposentadoria do lendário vocalista Joe Walsh, a veterana banda americana recrutou o desconhecido Ronnie Platt – que fez sua estreia diante do público brasileiro em novembro de 2014 – e conseguiu dar aos fãs um álbum coeso, repleto de bons momentos e que se não repete os grandes sucessos do passado, é com certeza agradável de se ouvir. Recomendada: “Rhythm in the Spirit“.


Santana – IV

Antes de mais nada, é preciso dizer que este não se trata de apenas mais um lançamento do lendário guitarrista mexicano, o que por si só já seria motivo de nota. Um dos grandes motivos que fazem esse álbum um ítem obrigatório é que Santana convocou a sua banda clássica para a empreitada, com Neal Schon e companhia assumindo seus velhos postos e fazendo deste mais um daqueles álbuns inesquecíveis. Destaque: “Anywhere You Want To Go“.


Anthrax – For All Kings

Mais um excelente álbum de um dos pilares do thrash metal. Em março de 2016, o grupo nova iorquino veio ao país com o Iron Maiden e abriu os shows que a Donzela de Ferro fez pelo país. À época, infelizmente, com pouco tempo disponível, o grupo focou apenas nos clássicos e deixou as músicas do novo álbum de fora, mas prometeu retornar em 2017 e tocar múicas como “You Gotta Believe”, “Breath Lightning” e “Blood Eagle Wings“.

Death Angel – The Evil Divide

O Death Angel definitivamente se encaixa no nicho daquelas bandas excelentes, que quase sempre lançam trabalhos acima da média, mas de alguma forma acabam não ganhando o reconhecimento necessário. Em 2016 o grupo lançou mais um ótimo álbum e acabou pegando o último lugar na nossa lista. Destaque: “Hatred United / United Hatred“.

EP’s

Embora tenha tido excelentes lançamentos de long plays, não foi apenas nesse formato que muitas bandas marcaram sua presença. Também tivemos bons lançamentos de EPs, por isso resolvi destacar dois.

Candlemass – Death Thy Lover

Tentar entender a situação atual do Candlemass é uma tarefa complicada. A banda anunciou a aposentadoria há alguns anos e até mesmo uma turnê de despedida que passou pelo Brasil, mas nos últimos tempos isso já parece ter sido colocado de lado. No ano passado, mesmo em meio aos problemas de saúde do líder Leif Edling, a banda lançou o EP Death Thy Lover no qual demonstra em pouco mais de 25 minutos porque são considerados os metres do doom metal.

Lamb of God – The Duke

Após a excelente repercussão  alcançada com o álbum VII: Sturm und Drang, o Lamb of God lançou o EP The Duke. O compacto é uma homenagem à Wayne Ford, fã e amigo da banda. Ford, havia sido diagnosticado com leucemia em 2010 e faleceu no ano retrasado. Sua história inspirou o vocalista Randy Blythe a escrever a letra da canção “The Duke“. Além dessa, a banda também apresentou mais um tema inédito “Culling” e mais três gravações ao vivo de faixas do último álbum.

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