Lamb of God mostra protagonismo em “reestreia” no RJ

“Boa noite, Rio de Janeiro. Como vocês estão? Não sei se vocês lembram, mas nós tocamos aqui faz uns dois anos no mundialmente famoso festival Rock In Rio. Mas eu acho que essa é a nossa estreia oficial no Rio de Janeiro. O que vocês acham?”. A frase acima foi dita pelo vocalista do Lamb of God, Randy Blythe, pouco antes de anunciar a execução da excelente “512”. A frase também é uma boa síntese do que foi o show para a banda e muitos dos fãs (como eu) que estavam lá naquela noite.

 

Com um setlist um pouco maior do que o mostrado há dois anos no festival, o Lamb of God fez a alegria dos fãs que explodiram em imensas rodas debaixo da lona do Circo Voador. Sério, fica difícil até usar a palavra “pista”, pois todo o local onde não tinha degrau acabou se transformando numa imensa praça de guerra e até mesmo quem não tinha intenção de participar acabou de uma forma ou de outra sendo sugado para o olho do furacão.

Demonstrações juvenis de energia em abundância à parte, foi um excelente show do grupo oriundo de Richmond, Virginia. Para compreendê-lo, é preciso dividi-lo em duas partes. Na primeira, o público agitou sem parar desde o começo, com a banda demonstrando grande poder de fogo e coesão incomum, para quem estava há cerca de 7 meses sem fazer um show. Todos os músicos estavam na ponta dos cascos, fato evidenciado desde o começo em “Laid To Rest”, com Chris Adler soltando o braço sem dó. Em “Ruin” e a já mencionada “512”, a dupla de guitarristas Willie Adler e Mark Morton demonstrava grande entrosamento, enquanto Blythe realizava uma sessão de terapia em cima do palco ao contar a história dos seus dias em uma prisão da República Tcheca acusado de homícidio culposo por conta da morte de um fã que supostamente teria empurrado do palco.

A pancadaria em cima do palco e fora dele também seguiu com as excelentes “Desolation”, “Walk With Me In Hell” e “Still Echoes”, mais uma do último álbum a figurar no setlist. Em “Houwglass” e “Ghost Walking” ofereceram os últimos momentos de empolgação desenfreada, com o público a partir daí dando uma freada nos ânimos. A banda, que não tem nada a ver com isso, continuou mandando ver e apresentou temas conhecidos como “Set To Fail”, que acabou passando batida. Felizmente, a banda guardou uma de suas músicas mais conhecidas para o final e “Redneck” trouxe a empolgação de volta, com o público e banda se despedindo com uma última e imensa roda.

A segunda passagem do Lamb of God pela cidade foi um grande sucesso. A banda ajudou a lotar o Circo Voador e deu aos cariocas uma apresentação inesquecível. Vale lembrar que após o fim desta turnê, os americanos prometem tirar um longo descanso, o que não fazem desde que Blythe foi solto da prisão, por conta da necessidade de fazer dinheiro após os gastos exorbitantes realizados para defendê-lo na República Tcheca. Portanto, quem perdeu o show de sábado pode ter de esperar um tempo para ver a banda por aqui novamente.

Setlist Lamb of God

Laid to Rest

Ruin

512

Desolation

Walk with Me in Hell

Still Echoes

Now You’ve Got Something to Die For

Hourglass

Ghost Walking

Engage the Fear Machine

Broken Hands

The Faded Line

Set to Fail

Blacken the Cursed Sun

Redneck

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